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"o café estava divinamente aquecido" |
Minutos antes dela entrar, eu estava de bruços sobre a cama em um colchão confortável e aquecido; agarrado com dois travesseiros aonde minha enigmática cabeça descansava, enquanto meus olhos castanhos claros se mantinham fixo no filme da sessão tarde.
Um filme dramático. Tinha romance,
também tinha ação. Uma história completa que já estava no seu terceiro
intervalo. Então ela trouxe a xícara... (estava meio cheia) pousando-a em minha
mão direita.
Um vapor embranquecido que saía das
águas escuras, na superfície daquela xícara, me dizia que o café estava divinamente
aquecido: Que bom! Naquela tarde o sol avia
tirado folga. Dava pra ver através da janela entreaberta, o tímido sopro do
outono, fazer as folhas do pé da acerola no quintal dos fundos, dançar debilmente...
Tinha nuvens acinzentadas
espalhadas por todo o céu do meu quintal; me pediam para apreciar aquele
momento impar e tão atraente ao degustar aquele negro líquido confinado naquele
xícara branca, cravada com letras escuras
e uma lépida roseira com folhagem verdinhas como se estivessem acabado de
receber o orvalho da manhã.
É o tempo passa tão rapidamente!
Quando percebi, já era quase o
crepúsculo e o filme, terminava o seu ultimo drama; antes que os mocinhos
pudessem receber à recompensa... como em todos os finais.
Passaram o enredo
todo em fuga para que? No final terminaram na detenção.
Parece um final infeliz ? Mas não. Pois uma inusitada situação salva os três rapazes
livrando eles de uma longa detenção.
Quando tudo aparentemente avia
acabado a xícara de café esteva vazia com um saboroso aromar de pilão quente.
Quanto Custa Sua Sorte? O livro que está mudando vidas!
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